Mecanismos moleculares da Psilocibina e implicações para o tratamento da Depressão
17 de novembro de 2021, CNS Drugs
Autores: Susan Ling, Felicia Ceban, Leanna M. W. Lui, Yena Lee, Kayla M. Teopiz, Nelson B. Rodrigues, Orly Lipsitz, Hartej Gill, Mehala Subramaniapillai, Rodrigo B. Mansur, Kangguang Lin, Roger Ho, Joshua D. Rosenblat, David Castle & Roger S. McIntyre
As limitações terapêuticas com antidepressivos monoaminérgicos convidam à necessidade de identificar e desenvolver novos antidepressivos de ação rápida. Até agora, a ketamina e a esketamina foram identificadas como antidepressivos de ação rápida seguros e bem tolerados em adultos com depressão resistente ao tratamento e também atenuam a ideação suicida. A psilocibina é um alcaloide psicoativo de ocorrência natural e agonista não seletivo em vários recetores de serotonina, especialmente nos recetores de serotonina 5-HT2A, e é encontrado no género Psilocybe de cogumelos. Estudos preliminares com psilocibina mostraram potencial terapêutico em diversas populações, incluindo naquela com depressão major. Os mecanismos farmacodinâmicos que mediam os efeitos antidepressivos e psicadélicos da psilocibina são atualmente desconhecidos, mas acredita-se que envolvam a modulação do sistema serotoninérgico, principalmente através do agonismo nos recetores 5-HT2A e alterações na expressão genética. Também está estabelecido que os efeitos indiretos nos sistemas dopaminérgicos e glutamatérgicos também são contributivos, bem como efeitos noutros alvos de menor afinidade. Juntamente com os efeitos diretos nos sistemas neuroquímicos, a psilocibina altera os circuitos neuronais e as principais regiões do cérebro anteriormente implicadas na depressão, incluindo a Default Mode Network e a amígdala. O objetivo desta revisão é sintetizar a compreensão atual relativamente à farmacologia e mecanismos neuronais subjacentes às propriedades psicadélicas e antidepressivas putativas da psilocibina.
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